Equipar carros atrapalha na venda? Descubra neste post!

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Um cliente chega no seu estabelecimento e oferece uma oportunidade imperdível para revenda: um veículo equipado, personalizado ao gosto do dono. Você e a sua equipe gostam do visual, fazem a vistoria e percebem que os serviços foram bem feitos. Porém, resta a dúvida: será que equipar carros resulta em uma revenda mais demorada?

Saiba, neste post, quais são as principais modalidades de personalização, cuidados ao aceitar esses veículos e se eles, realmente, são boas opções de investimento para sua frota!

Por que muitos proprietários apostam na personalização?

Há quem deteste qualquer mudança no visual e da performance do veículo. Nada de adesivos, pinturas ou mesmo tuning para otimizar a potência do motor.

Mas, ao mesmo tempo, existem proprietários que querem tornar seu carro uma peça única e investem em acessórios e serviços de personalização.

A questão aqui é muito mais pessoal do que prática: equipar carros significa transformar um veículo — basicamente feito para ir do ponto A ao ponto B — em uma experiência estética. O processo é bem comum no universo dos carros antigos, mas também pode ser aplicado aos modelos novos.

E não podemos deixar de falar sobre um outro tipo de investimento: customização para uso. Essa é uma opção mais comum no mercado off-road, em que jipes e utilitários ganham detalhes e peças que ajudam no conforto e na praticidade, tanto para motoristas quanto para passageiros.

O importante é buscar parâmetros para saber como avaliar e descobrir se vale a pena aceitá-lo na loja.

Quais são as opções disponíveis para equipar carros?

São vários os tipos de acessórios e serviços disponíveis para personalizar e equipar carros, a depender do modelo, estilo e uso. Separamos, a seguir, as principais opções para você conhecer e saber como identificar.

1. Pintura

Essa é a maneira mais clássica de modificar um carro. A pintura automotiva pode ser feita em áreas distintas, na área total do veículo e ainda usar novas tecnologias, como a do envelopamento (por meio de adesivos ou tintas emborrachadas).

O vendedor deve prestar atenção ao porquê da personalização na pintura. Vale a pena consultar o histórico do veículo para saber se ela é resultado de um acidente, o que vai afetar diretamente o valor de revenda. Isso também vale no caso de aplicação de adesivos, que pode esconder um pedaço em que a tinta descascou ou foi removida, representando custos extras no repasse.

Fique igualmente atento à documentação: se a cor foi alterada em mais da metade da área total, é preciso solicitar a mudança na documentação junto ao Detran.

Por fim, dê uma boa olhada na qualidade do serviço. Enquanto um belo trabalho de pinstripe — técnica de pintura à mão livre — pode ser um fator para aumentar o valor, um enorme personagem de desenho animado grafitado no capô pode representar um grande impedimento para revender.

2. Cromagem

Outra forma de equipar carros e torná-los únicos é o processo de cromagem das peças. Esse é um processo que pode ser feito em praticamente todas as superfícies e peças (excluindo tecidos e revestimentos).

O cuidado aqui é bem parecido com o que você deve ter em relação à pintura: qualidade na execução e o visual geral são fundamentais para investir com sabedoria (além do cuidado com a documentação).

Ter um carro totalmente dourado ou prateado na porta da concessionária pode parecer uma boa ideia para atrair a atenção de quem passa, mas o mais provável é que as pessoas pensem que se trata de uma obra de arte e não um produto disponível para venda.

O cromo também requer muitos cuidados específicos. Esse acabamento sofre avarias facilmente, expondo o veículo a danos e riscos, mais do que ocorre em uma pintura automotiva comum — o que pode impactar o valor de um seguro automotivo.

Fora isso, existe a questão da durabilidade: dependendo do tipo de serviço e da peça, é comum haver desgastes em alguns anos.

3. Revestimento interno

Tecido, couro, camurça, estampas e cores são apenas algumas das possibilidades de personalização do revestimento interno. No mercado de alto luxo é comum oferecer uma ampla variedade: o cliente escolhe cores e tipos de tecidos de acordo com seus critérios de beleza e conforto.

Uma possibilidade nos populares é o uso de capas. Vale dar uma olhada no estado do estofamento original em busca de avarias que possam render dores de cabeça no futuro.

Fumantes, por exemplo, costumam deixar para trás um cheiro impregnado e, na maioria dos casos, buracos nos bancos e teto amarelado, o que exige um caro processo de higienização.

4. Luzes

Alterações nos faróis e luzes também são bem populares. É possível optar por diferentes lâmpadas nos faróis ou elaborar um projeto luminotécnico para as partes interna e externa do automóvel.

Não deixe de pesquisar as resoluções do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) sobre os tipos permitidos e proibidos.

Faróis de xênon, por exemplo, só podem ser utilizados quando vêm de fábrica, pois contam com um bloco óptico para não atrapalhar a visão dos outros motoristas. A partir de 2021, a troca das lâmpadas originais será proibida.

5. Rodas

Cheque também as rodas. As de alumínio, por exemplo, costumam ser opções melhores em relação à leveza, mas também sofrem maior deterioração e danos com batidas, o que pode influenciar o desempenho e a durabilidade dos pneus.

Além disso, conjuntos de calotas costumam ser baratos e devem ser trocados por um novo na hora da revenda, já que é normal que apresentem marcas e riscos — e o conjunto pode até estar incompleto.

Carros equipados são mais difíceis de revender?

A dificuldade no repasse de um veículo não está na personalização em si, mas na qualidade e tipo de serviço.

Na verdade, quando o serviço é feito por especialistas e complementa o visual, ele pode transformar automóveis simples em produtos que garantem uma boa margem de lucro para o seu negócio. Inclusive, pode ser uma ótima oportunidade para criar campanhas e anúncios online que vão atrair mais interesse e cliques na sua concessionária digital.

O ideal é aplicar, nesses casos, os mesmos parâmetros de aceite de qualquer outro veículo: estado de conservação, modelo, mecânica, visual, documentação. Na dúvida, consulte um mecânico ou uma empresa parceira para avaliar.

Agora que você já sabe que equipar carros não atrapalha a revenda, que tal levar essas informações para amigos e colegas? Compartilhe o nosso post em suas redes sociais!

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